Se é para amar os inimigos, por que Deus não ama o diabo e o perdoa?

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |
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Você Pergunta: Se Deus nos manda amar os nossos inimigos, por que o próprio Deus não ama o diabo, que é inimigo d’Ele? Eu gostaria muito de compreender isso! Já pensou como seria se o diabo fosse perdoado por Deus e todo o mal, então, fosse resolvido, e o mundo vivesse em total harmonia?

É um fato que Jesus nos orientou de forma detalhada a amar até mesmo nossos inimigos e orar por aqueles que nos perseguem. Isso fica bem claro no ensino do Senhor: 

“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5:44)

Essa orientação, contudo, tem um alcance horizontal, isto é, refere-se às relações entre as pessoas. O mandamento não nos convoca a amar o diabo, pois ele não se enquadra nessa esfera de relacionamento interpessoal e nem mesmo se aplica a Deus, como veremos.

Muitos questionam: se o amor de Deus é tão abrangente, por que Ele não estende esse amor ao diabo, que é considerado por muitos como inimigo dele?

Essa dúvida parte de uma concepção equivocada, pois, ao pensar dessa forma, as pessoas acabam por confundir o significado do mandamento e a natureza de Deus (e do diabo). 

Existem erros bíblicos fundamentais nessa interpretação que precisam ser corrigidos para compreendermos a verdadeira mensagem das Escrituras.

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O ensino de Jesus sobre o amor aos inimigos se aplica ao diabo?

Jesus, ao falar sobre o amor que devemos ter pelos inimigos, não o faz de maneira abstrata ou irrelevante. Ele explica o propósito desse amor, que é testemunhar que somos filhos do Pai Celestial. 

Conforme lemos: “para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mateus 5:45)

Essa passagem demonstra que o amor de Deus se estende a todas as pessoas, mas o nosso chamado é para viver essa verdade em nossas relações cotidianas, praticando a misericórdia e a bondade mesmo quando somos feridos ou perseguidos.

Esse ensinamento ressalta que o amor não é um sentimento passivo, mas uma atitude ativa que nos distingue como filhos de Deus.

Porém, é importante enfatizar que esse mandamento é aplicado entre as pessoas, ou seja, aqueles que podem se relacionar e se perdoar mutuamente.

O diabo, nesse contexto, não se insere nessa relação de reconciliação. Não é possível aplicar esse tipo de amor ao diabo como veremos na sequência!

O caráter do amor e da justiça de Deus

Deus é amor, e esse amor se manifesta de forma universal, alcançando até os maus. Contudo, não podemos confundir amor com conivência com o mal.

O fato de que Deus faz nascer o sol sobre maus e bons e derramar chuva sobre justos e injustos não significa que Ele aprova ou perdoa o mal feito por todas essas pessoas (sem arrependimento sincero delas).

Deus, em sua infinita misericórdia, reserva uma grande porção de amor mesmo para aqueles que se desviam, mas isso nunca anula a justiça de Seu julgamento.

O equilíbrio entre amor e justiça é um atributo fundamental do caráter do Senhor. Quando amamos o que é reto e bom, somos levados a rejeitar aquilo que é maligno. Por exemplo, “quem ama a vida, terá que odiar o aborto”, pois, ao valorizar a vida, repudiamos práticas que a destroem. 

Assim, o amor de Deus não é incompatível com a condenação do mal. Ele ama, sim, a humanidade e deseja a salvação de todos, mas, ao mesmo tempo, exerce Sua justiça com rigor contra o que é contrário à Sua justiça.

O diabo não é inimigo de Deus

Muitas pessoas se confundem ao pensar que o diabo é inimigo de Deus. No entanto, a Escritura deixa claro que o diabo é o nosso adversário:

“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8).

Percebemos que o diabo age contra os homens, buscando causar a ruína espiritual daqueles que não estão em Cristo pela fé.

Não existe, na verdade, qualquer ser no universo que possa se colocar em oposição direta a Deus como se pudesse competir com Seu poder e autoridade. Nesse sentido, o diabo não é inimigo de Deus (e nem amigo)!

Esse é um equívoco que nasce da tentativa humana de colocar o diabo no mesmo patamar de Deus, dando a ele um poder que, de fato, ele não possui. 

Mesmo os demônios reconhecem a supremacia de Deus. Como nos lembra a Escritura: “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem” (Tiago 2:19)

Essa passagem enfatiza que o reconhecimento da soberania de Deus é inegável, inclusive para aqueles que atuam em oposição à Sua vontade.

Quando Paulo fala da manifestação do iniquo, ele é breve e direto, mostrando que Deus é soberano de forma plena: 

“então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda” (2 Tessalonicenses 2:8)

Essa verdade reafirma que, no fim dos tempos, o mal será definitivamente erradicado por Jesus, sem que haja espaço para reconciliação ou perdão a um ser que jamais demonstrará arrependimento.

Por que Deus não perdoa o diabo?

O perdão de Deus é oferecido àqueles que se arrependem. Arrependimento é um elemento essencial para que o amor de Deus possa operar em nossas vidas de forma restauradora e justa. 

Assim, o perdão não é um mecanismo automático e irrestrito; ele depende da vontade de mudar e se voltar para Deus, que chamamos na teologia de “conversão”. 

No caso do diabo, esse arrependimento jamais ocorrerá, pois sua natureza já o condenou à rebelião e à perpetuação do mal. Dessa forma, não há espaço para o perdão para um ser que, por essência, rejeita a misericórdia do Senhor e tenta se opor à sua vontade!

Deus conhece todos os passos do diabo e sabe que ele não irá se arrepender, por isso, já decretou sua total derrota, como vemos, por exemplo, descrito em Apocalipse!

Além disso, o exercício do amor verdadeiro e da misericórdia divina sempre anda lado a lado com a justiça. Não se pode falar de amor sem reconhecer que a justiça deve ser aplicada. Isso indica que o diabo precisará pagar pela sua rebelião!

Deus, como juiz perfeito, sabe exatamente o que fazer em cada situação. Nós, seres humanos, não possuímos o poder ou a autoridade para julgar e condenar nossos inimigos; por isso, somos instruídos a orar por eles (pelos inimigos humanos), confiando que o justo juiz, que é o próprio Deus, fará o julgamento com equidade e retidão.

Conclusão

Em síntese, o ensinamento de Jesus sobre amar os inimigos se aplica a nós, seres humanos, na maneira como lidamos com aqueles que nos ofendem e perseguem. 

Não se trata de estender esse amor ao diabo, que é o nosso adversário e cuja natureza o impede de se arrepender. Deus demonstra Seu amor por meio da misericórdia que alcança todos os homens, mas também exerce a justiça necessária para condenar o mal.

Portanto, a pergunta “por que Deus não ama o diabo?” perde o seu sentido quando compreendemos que o amor de Deus e o mandamento de amar os inimigos são direcionados ao relacionamento humano. 

O diabo não se encaixa nessa dinâmica, pois ele é, antes de tudo, o adversário que atua contra a humanidade. O perdão divino está intimamente ligado ao arrependimento, e o diabo, por sua própria natureza, jamais buscará esse caminho. 

Assim, oramos pelos nossos inimigos e confiamos que Deus, em Sua justiça perfeita, julgará cada um conforme suas obras, sem deixar margem para injustiças.

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