Milagre do diabo? Arão jogou ouro no fogo e saiu um bezerro de ouro?

Postado por Presbítero André Sanchez, em #VocêPergunta |
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Você Pergunta: Como foi possível que o povo de Israel, através de Arão, pegasse as joias de ouro que tinham, jogassem no fogo e delas saísse um bezerro de ouro, conforme está escrito em Êxodo 32:24? Isso foi algum tipo de milagre ou ação demoníaca do diabo ali no acampamento de Deus? Poderia me ajudar a entender esse texto?

A história do bezerro de ouro feito por Arão com o incentivo do povo de Israel é muito curiosa! Veja como a construção dele é contada por Arão:

“Então, eu lhes disse: quem tem ouro, tire-o. Deram-mo; e eu o lancei no fogo, e saiu este bezerro” (Êxodo 32:24).

Seria isso algum tipo de milagre ou uma ação demoníaca ocorrida no acampamento de Deus? Como é possível que um bezerro de ouro apareça dessa forma, vindo do fogo?

Parece até algo maluco o que irei dizer agora; no entanto, essa é a realidade na interpretação de alguns textos da Bíblia: nem sempre o que está escrito significa o que está escrito! Sim, é exatamente isso, mas, claro, vou explicar na sequência!

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A construção do bezerro de ouro foi um milagre do diabo?

No momento em que Moisés subiu ao monte do Senhor para receber as diversas instruções de Deus sobre leis e sobre o tabernáculo, o povo de Israel se viu sem liderança visível e se deixou dominar pela impaciência. A Bíblia explica que Moisés foi realizar uma missão e ficou 40 dias no monte:

“E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites” (Êxodo 24:18).

Essa ausência prolongada do líder humano maior do povo, que trazia orientações do Senhor a eles e, de certa forma, os tranquilizava na caminhada, criou um clima de incerteza e ansiedade. 

Sem a sua referência, muitos israelitas buscaram segurança em práticas pecaminosas que já conheciam (de sua antiga vida no Egito), mesmo que contrárias aos mandamentos de Deus.

Assim, a idolatria começou a se instalar, mostrando como o desvio da fé pode ocorrer quando a esperança e a paciência se vão embora de nosso coração.

Como Deus viu essa atitude do povo e o bezerro de ouro?

A impaciência do povo transformou-se em um desvio direto do caminho que Deus havia ordenado. Deus disse isso para Moisés de forma clara, ainda lá no monte:

“e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito” (Êxodo 32:8).

Aqui, o texto evidencia que o bezerro de ouro não surgiu por um milagre de quem quer que seja, mas sim como fruto da escolha deliberada e planejada do povo de Israel, que também convenceu Arão a participar disso tudo! 

O termo “bezerro fundido” indica que a imagem foi cuidadosamente criada (fundida) – algo que exigiu habilidade e premeditação. 

Ao escolher esse caminho, os israelitas não apenas romperam com a ordem de Deus, mas também se afastaram do reconhecimento do único Senhor verdadeiro, introduzindo a idolatria em seu meio, claro, que já estava instalada em seus corações.

A atitude de Arão: responsabilidade e minimização do erro

Quando Moisés desceu do monte e presenciou a adoração ao bezerro, não poupou críticas, confrontando Arão com palavras duras:

“Depois, perguntou Moisés a Arão: Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado?” (Êxodo 32:21).

Arão, pressionado e sem saber como lidar com a situação, optou por uma resposta que buscava, primeiramente, transferir a culpa para o povo. Ele justificou sua ação afirmando:

“Pois me disseram: Faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe terá acontecido” (Êxodo 32:23).

Essa declaração revela a tentativa de Arão de desviar a sua responsabilidade de liderança (lembremos que ele ficou substituindo Moisés ali) para uma situação de incerteza em relação ao destino de Moisés no monte.

Então, talvez, Arão estivesse como que dizendo nas entrelinhas: Moisés, você tem certa culpa por isso também, pois demorou demais!

Contudo, para suavizar ainda mais a sua culpa, Arão acrescenta um relato que minimiza ainda mais a sua própria responsabilidade. Ele estava querendo, como se diz, “tirar o corpo fora”:

“Então, eu lhes disse: quem tem ouro, tire-o. Deram-mo; e eu o lancei no fogo, e saiu este bezerro” (Êxodo 32:24).

Com essa narrativa, Arão sugere que o surgimento do bezerro foi quase um ato casual – algo que emergiu do fogo sem a intenção clara de fabricar uma imagem de adoração. Ou seja, um milagre, algo inexplicável!

Contudo, a realidade mostra que o bezerro foi, sim, feito por mãos humanas (fundido, como Deus havia dito), seguindo um processo de fundição que implicava planejamento e execução consciente. 

Essa tentativa de minimizar a culpa não apaga a gravidade do pecado cometido, pois tanto o povo quanto seus líderes escolheram desobedecer às orientações de Deus.

Por isso, a interpretação do versículo onde Arão insinua que o bezerro apareceu praticamente “do nada” é muito importante. Não, não temos ali um milagre do diabo como alguns pensam!

Ao afirmar que o bezerro “saiu” do fogo, Arão tenta criar uma imagem de espontaneidade, quase como se o objeto se materializasse sem o esforço humano necessário para sua confecção.

É por isso que eu disse no início deste estudo que alguns textos bíblicos dizem algo que não é realmente o que estão dizendo! Nesse caso, Arão estava mentindo, manipulando palavras para parecer menos culpado!

Essa narrativa, porém, contrasta com a realidade do processo de fundição – uma prática que requer habilidades e conhecimentos técnicos para a criação de imagens de adoração. 

Assim, o texto deixa claro que o povo e seu líder, ao optar por essa prática, se desviaram porque escolheram o desvio do caminho que Deus havia ordenado.

Consequências duras mostram a culpa deles

O episódio do bezerro de ouro não foi sem consequências. A severa reação de Deus e as medidas drásticas tomadas por Moisés evidenciam a seriedade com que o desvio da fé era encarado. 

Esse incidente serve, até os dias atuais, como um alerta sobre os perigos da idolatria e da infidelidade espiritual. O fato de que muitos sofreram as consequências desse pecado ressalta que a desobediência aos mandamentos do Senhor tem custos elevados.

Além disso, o episódio enfatiza a importância da liderança fiel. Moisés, mesmo ausente durante o período de espera, foi fundamental para transmitir a vontade de Deus e corrigir os erros do povo.

A situação evidencia que, em momentos de incerteza, a confiança em líderes comprometidos com a verdade e a justiça divina é essencial para manter a unidade e a fidelidade ao Senhor.

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